Muito se busca, pelas mais diferentes esferas da vida, uma tal natureza humana. Trata-se de uma essência comum a todos os homens e mulheres: a naturalização de definições do que seria humano, quando não a tentativa também de delinear uma natureza masculina e outra feminina. Nego todos os conceitos de natureza humana. Para entender essa negação, o ideal é começar entendendo por que a morte não nos é natural. Costuma-se dizer que “a única certeza da vida é que um dia iremos morrer”. Será?
A morte não é da nossa natureza
Evidentemente, quando dizemos que alguém morreu de “morte natural”, estamos nos referindo a uma morte provavelmente relacionada à velhice, um falecimento que independe de acidente, doenças infecciosas ou qualquer outro tipo de doença mais “inesperada”. Pois uma parada cardíaca em um jovem de quinze anos é, sem dúvida, uma morte que chama a atenção, enquanto que a mesma causa mortis para uma senhora de noventa anos soa mais aceitável. Aceitamos porque sabemos, com convicção, de que um dia todos irão morrer.
Mas, repito, a morte não nos é natural. Quando nascemos, nosso corpo não sabe que iremos morrer: não estamos programados para a morte, e sim para vida. Nosso corpo metaboliza, funciona, cresce e está sempre, inclusive do ponto de vista biológico, impulsionado à vida. Porém, não somos infinitos. Um dia, se não morrermos por conta de nenhuma causa “inesperada”, nosso corpo pára de funcionar e, enfim, morremos.
Há em torno de seis bilhões de seres humanos no mundo. Como podemos garantir que todos vão morrer um dia? Não temos garantia, não sabemos da morte a não ser quando ela chega. Logo, a morte não está prescrita no ser humano, assim como não está prescrita em nenhum organismo. Aqueles insetos que se reproduzem e depois morrem, aquelas plantas que dão frutos uma vez e morrem, também não fogem à regra: a morte lhes aparece porque seu corpo, a partir de certo momento, interrompe a manutenção dos processos vitais, o que ocasiona a morte. Mas a morte, como uma característica, não está impressa, não é essência.
Descritivo x Prescritivo
Quando falei que a morte não está prescrita, digo que não há um projeto, um programa, de morte presente em nós. Morremos – e concluímos que todos vão morrer – porque fazemos uma indução: vemos que as pessoas vão morrendo, que não há ninguém que tenha sobrevivido, por exemplo, até os 150 anos de idade (alguns chegaram perto, mas são raros casos) e, portanto, concluímos que todos vão morrer: não é nada mais, nada menos, que uma inferência. O filósofo da ciência Karl Popper diria que essa é uma verdade temporária, mantida enquanto verdade até que se prove o contrário. Sim, é uma verdade, todos vamos morrer. Mas é uma verdade frágil, sem premissas sustentáveis.
Estamos descrevendo o que vemos na realidade. Logo, a morte é um fenômeno puramente descritivo: olhando as partes, concluímos o todo. Não é prescritivo, como nada no ser humano. Isso é que vou tentar mostrar em outros textos. Por ora, vamos nos contentar em fragilizar o conceito de morte.
Podemos pensar o que quiser. Um dia meu coração vai parar de bater, minha mente vai parar de funcionar e vão me declarar morto. Não há nada de estranho em concluir que a morte não nos parece natural. Nós somos capazes de atribuir os mais diversos significados a qualquer fenômeno. Nossa cultura simbólica é extremamente rica. Há quem veja a morte como as portas para uma nova vida ou como uma etapa cíclica de um processo interminável. Não importam as diferentes concepções: elas não alteram a frieza da morte. Morremos, fim!
Logo, não estou negando a ideia de que vamos morrer. Seria uma tolice afirmar isso. O que estou querendo dizer é que a morte existe porque nosso corpo não consegue viver para sempre. Não é questão de dizer se ele está ou não programado: ele simplesmente não vive. Podemos passar uma faca pelo nosso pescoço e acabar com tudo que construímos na vida. Ou simplesmente podemos ir vivendo que um dia, sem precisar de faca, cairemos num caixão. A morte acontece, mas não está impressa na nossa essência, não nos pertence. A razão é simples: não existe natureza humana.
Não concordo. A morte é sim uma programação do organismo, e ela faz parte de um propósito muito maior que é a evolução. O resto é transcedentalismo e conveniência movida pelo medo, coisa do bicho homem com dificuldades de aceitar a idéia de que vai deixar de existir como qquer outra criatura.
Nosso organismo é programado pra morrer desde que nasce. Está nos cromossomos, que (grotescamente falando) vão “gastando” com o passar do tempo.
Tércio,
Sua ideia não tem fundamente nenhum. Não há nada programado no nosso corpo, ou você vai me dizer que uma pessoa que morre aos 80 anos estava programada para tal, enquanto um que morre aos 100 também estava. Não faz o menor sentido: a nossa longevidade tem influências genéticas no sentido das predisposições ao desenvolvimento de doenças ou problemas fisiológicos de um modo geral.
Mas não há nada certo. Nossos cromossomos enfrentam um problema com a velhice, que é a perda do telômero. Dê uma lida nisso, é uma característica que explica em parte o envelhecimento celular. No entanto, isso não é algo previsto para acontecer de tal e tal forma. A enzima que solucionaria esse problema é a telomerase, que é desativada no nascimento. É um fato que leva ao desgaste dos cromossomos, mas não podemos moralizar ou humanizar um evento que vemos acontecer na natureza.
E em relação às mortes acidentais, você não vai me dizer que elas estão programadas, né? Mesmo uma outra morte qualquer, entre duas pessoas vítimias de distrofia muscular, a longevidade delas pode ser muito diferente. Ou no caso de câncer: talvez se a pessoa tivesse adotado outro estilo de vida, não teria tido câncer naquela idade, enfim.
Aceite que não há embasamento para afirmar que a morte está programada.
Faz um tempo que acompanho o teu blog e adoro suas analizes e ideias. Voce e muito inteligente!
Entretanto, discordo.
Voce esta preso ao sentido literal da palavra “programar”.
O organismo envelhece e por isso para de funcionar. E um fato natural e inevitavel.
Nada esta literalmente “programado” para morrer, como se fossemos robos com chips e data de validade.
O organismo se prepara para morrer, como numa projecao ou antecipacao, por isso, a afirmacao de que a morte esta programada no sentido figurado da palavra.
Todos morreremos, uns mais cedo que os outros, mas de fato, todos programados para a morte.
Abcs!
Flávia,
O sentido que você destacou para “programar” não invalida minha tese. Não me preocupa como a morte acaba se apropriando de nós. No texto, o que eu quis dizer é que a morte não está planejada, não é uma coisa natural já inscrita no nosso corpo, levando-o a morte.
Ainda que não se adota um sentido literal para “programar”, você deixou minha tese clara nas suas palavras: “o organismo envelhece e por isso pára de funcionar”. Sim, exato, e aí morremos. Mas não há nada garantido, ou programado (como defini), que um dia vamos morrer. Essa garantia é uma conclusão a posteriori, dizemos que vamos morrer porque fazemos uma inferência a partir dos outros. Mas, a priori, a morte não existe para nós.
Basicamente, esta debatendo Empirismo X Racionalismo.
Portanto, pra voce a morte nada mais e do que um metodo cientifico e empirico. Uma maneira da “logica” explicar a ciencia.
Esta a ignorar qualquer carater metafisico, sociologico, psicologico e filosofico ligados a ideia da morte em seu texto. Entendi ou nao?!
Não, Flávia, sua interpretação está equivocada.
O debate não se refere a empirismo x racionalismo, a orientação de tudo o que é falei é existencialista. Não estou ignorando outros caráteres para a morte, só estou focando na questão da natureza humana, que para mim não existe, e esse é uma perspectiva de Heidegger, de Sartre, não é empirista, nem racionalista, é outro plano.
Desculpa, estou correndo o risco de ser chata, mas vou arriscar. Ja estudei isso faz tempo, pra falar a verdade ha uns 10 anos atras.
Moro no exterior, isso explica o meu mediocre Portugues ( perdao pelos erros!) e tenho filhos, trabalho, etc, mas nas horas vagas, antes de dormir, gosto de ler… me mantem viva!
Anyway, acho que estou comecando a entender esse texto.
Lembro bem da lei da causalidade agora que citou e se nao estou equivocada de novo…. Hume(?) acreditava que esta ideia nao era verdadeira, nao e?! O que ocorria era uma sucessao de fenomenos, e assim como a ideia de que todos vamos morrer, porque sempre foi assim, isso nao quer dizer que sera sempre dessa forma.
Dai se nao existe natureza humana e todo conhecimento vem de uma experiencia,so experienciando a morte para ela realmente existir.
Sei la… meio complicado, mas chego la! Abcs!
Flávia, essa sua última frase, “se não existe natureza humana e todo conhecimento vem da experiência, só experimentando a morte para ela realmente existir” resume bem o que eu pensei. A parte da natureza humana traduz bem meu pensamento. Sim, a morte só nos faz sentido ao experimentá-la.
Mas você foi empirista, coisa que eu não sou. Adoro Hume, Locke etc, mas não creio que todo conhecimento vem da experiência. Há aqueles que vem da razão. Mas, de toda forma, a morte está a posteriori. Só sabemos dela, quando ela aparece, não está definida a priori. Algo assim, entende?
Adriano,
Interessante essa contraposição do existencialismo e da biologia diante dos valores como o de Aristóteles que naturaliza e determina a essência do ser humano através de denominações classificatórias.
No mais, você está sendo sempre lido apesar de que nem sempre eu vejo a necessidade de comentar.
Parabéns pelo seu post ousado e ao mesmo tempo revelador.
Abraços!
Oi Inã,
Sei que você ia entender as intenções reais do meu texto. Agradeço pelo comentário. Sim, é um esforço que tenho feito entender a biologia, minha área de formação, à luz do existencialismo e, no momento, também da sociologia. Acho que coisas interessantes podem sair desse encontro, sem recorrer a determinismos biológicos ou sociobiologia.
Abraços!
Nada contra seus posts, tipo, quem sou, realmente. Sou só uma pessoa nadando aqui lutando contra meus problemas..
Mas tipo..
Velho… sério? A morte é a coisa mais natural que tem. A não ser que eu não tenha entendido sua metáfora… mas tipo…
Não há nada mais natural para nosso corpo, esta nossa existência física aqui, que a morte.
É o que eu acho.
Adorei seu comentário, Rafael.
“Velho… sério?”, ótimo! A morte é natural se nós enxergamos que ela vem e acontece sem que nós precisemos intervir. Além disso, é natural também porque vemos que todos morrem. O que eu quis dizer com o texto, é que não há nada garantido que vamos morrer, porque nosso corpo está apto a viver e não tem uma data certa, ou razão, para nossa morte. Logo, a morte é algo natural, mas não é, no sentido de não estar impressa, marcada, programada em nós.
Refuto a ideia de natureza humana, mas isso é coisa muito filosófica que só conseguirei abordar em outro momento. Mas, tente pensar, como você garante que todos vão morrer um dia.
Se afirmar que todos vão morrer, o faz por indução, ou seja, olha os casos e conclui o todo. Mas consegue predizer?
Predizer? Não compreendi bem.
Mas veja que há algumas maneiras de olhar para a morte, de modo que ela pode parecer algo quase inexistente, quando na verdade ela é algo que acontece a todos os seres vivos.
Mas como eu disse, seu texto pode ter um viés filosófico que eu não estou derrubando, longe disso, estou falando naturalmente, fisicamente.
Tem gente que diz que nunca morremos que nossa essencia permanece nos livros que fazemos, nas obras, nos nossos trabalhos, enfim…
A morte completa o homem.
Adriano Senkevics eu concordo com sua idéia, com seu texto. Exatamente concordamos ou aceitamos que a morte é algo natural porque vêmos ao nosso redor todos os dias pessoas morrendo de formas diferentes,mas nem por isso podemos dizer que é algo natural ou que seja obrigatório em nossas vidas, depende muito do estilo de vida que temos, das atitudes que tomamos em nossas vidas. Assim como a religiao que nos foi ensinada e dada por nossos pais a nós. Quem garante que tudo isso que aprendemos em diferentes religioes é o mais sensato e correto a nossas vidas, apenas temos que acreditar e ter fé, pois só a fé “explicaria o sentido daquela religiao e tudo o que a envolve”,acho que em nossa sociedade siguimos muitas coisas devido ao mêdo de ser diferentes do resto das pessoas,muitos concordam com tudo por terem esse mêdo de se mostrar diferente ou de se impor com seu ponto de vista, eu concordo e assino em baixo esse seu texto, parabens, a primeira vez que entro aqui e li todas suas respostas aos comentarios das outras pessoas, abraço.
Interessante ponto de vista Adriano.
Devo dizer que, no mínimo curioso pensar o biológico pela ótima existencialista (ainda entro a fundo nesse tema).
De fato, quando também pensamos segundo o questionamento de Sócrates ao se ver condenado à morte e, interpelado por seus discípulos quanto a ter temor ou não, ele questiona: “Como temer algo que não conheço? Por que entender como um mal aquilo que, de repente, pode ser o maior dos bens?” Parafraseando-o.
Concordo em desnaturalizar a ideia de que a morte possa estar programada no nosso DNA, digamos assim. O métido popperiano é muito rico para descontruir a ideia de natureza humana. Ao denuciar as fragilidades do indutivismo, como você tambem faz, Popper intrudoz na ciência um método que, a meu ver, é muito rico para explicar diversos fenômenos, como assim você, se bem compreendi, tentou explicar desmistificando a ideia de morte entendida como natural a espécie humana.
Rica reflexão! Parabéns!
Perdão, no início, no lugar de ótima é ótica! Rsrs…
Digitar rápido e não revisar é complicado. Não é “métido popperiano”, óbvio, é “método popperiano”
“Concordo em desnaturalizar a ideia de que a morte possa estar programada no nosso DNA, digamos assim.”
Vocês não podem estar falando sério…
Rafael T Melo,
Acho que você não compreendeu nosso ponto de vista.
A questão é entender que nosso corpo, não vem com nenhum selo da natureza sobre a morte. E essa naturalização, por sua vez, está longe de passar pela razão e pela ciência. Apenas nós, se utilizarmos a indução, iremos concluir que, como bem explicou o Adriano, se alguém morre, logo todos nós morreremos. Mas isso não é da nossa natureza.
Não entendi como assumir a premissa de que é certo que um dia morreremos, pode, de uma hora para outra, fazer com que a morte não exista para nós ou que o corpo humano não esteja “programado” para morrer. Considerei o post extremamente contraditório e confuso. Que o corpo humano é formado biologicamente para viver, isso é algo indubitável. Mas isso não contraria a premissa de que ele também existe para um dia deixar de viver, que é quando sobrevierá a morte. Quer dizer, morrer é também um dos destinos do ser humano. Se isso pode ser interpretado como uma “programação”, depende da forma como conceituarmos a palavra. Só que me parece falacioso pretender afirmar que a certeza da morte existe porque percebemos os outros morrendo a nossa volta. De modo algum isso é verdade. Uma pessoa que não tenha contato com ninguém que um dia tenha morrido pode até não conhecer essa experiência. Mas não significa que a certeza da morte deixou de existir em relação a ela. Em outras palavras, a certeza da morte independe da percepção do que acontece com a existência das outras pessoas. Como processo biológico que é, é na estrutura do corpo humano que reside a certeza de um dia todos nós iremos morrer. Ninguém é imortal, precisamente por sermos seres vivos.
“O ser humano morre por falta de consciência!”
Se todos os seres humanos soubessem, entendessem e aplicassem seus conhecimentos de forma conjunta, a morte com certeza não existiria!
Pois a tecnologia poderia ser tão mais avançada… se todos tivessem boas bases de estudo e consciência… que nos permitiria usar nossas descobertas para que ao invés de ganhar ou perder poderiamos simplesmente manter!
Bem.. não consigo explicar muito bem o que se passa na minha cabeça… mas faço uma pequena comparação só para vocês entenderem de forma facil…
Um celular para mim… é algo comum!
Para minha mãe… é algo comum… mas ela não sabe mexer tanto quanto eu!
Para minha vó… é algo complicado!
Para meu… tatatatatatatataravô … era algo impossivel!
Para um homem das cavernas é algo mistico, inexplicavel, do outro mundo… sagrado… alienigena.. ou sei lá o que.. como não tinham uma intelectualidade a ponto de classificar ou denominar algo, ele apenas iria ficar com muito medo… e o seu “instinto” faria com que ele destruisse aquela coisa(celular) para tentar preservar sua vida!
Após esse agitado momento, essa luta contra “um ser vindo de outro mundo”, “um demônio”.. ele ficaria cansado, ansioso e talvez com fome… ai ele iria caçar algo para comer! (Animal ou vegetal… qualquer coisa!) E sem ter consciência das propriedades quimicas e ou celulares ele iria ingerir tal alimento que desencadearia uma série de efeitos dominós em seu organismo e poderia mata-lo em 1 segundo! Ou ele poderia repetir esse ato algumas vezes e o mataria em alguns minutos(tipo uma overdose)! Ou ele poderia repetir por muito mais tempo mas evitando alguns alimentos que ele viu que o fariam mal e ai ele começaria a ter a leve sensação que alguns lhe fazem menos mal… porque ele não percebe na hora… então… se não me fez mal agora… posso comer! Mas ai com o passar do tempo ele vai envelhecendo e continua ingerindo aquele tal do alimento que faz menos mal… ou talvez não faça! Aliás… eles faz BEM! Mas me faz bem porque me permite viver por mais tempo… quer dizer… me mata aos poucos, em mais tempo! Ou será.. que me faz viver em menos tempo do que se eu ingerisse outra coisa? Ou.. simplesmente aprendesse a não ingerir… não gastar energia tipo “fazendo coisas do nosso cotidiano” trabalho, casa, diversão… etc….apenas ficando sentado e talvez… não fazer nada… tipo uma planta sabe? Fazendo fotossintese! MEDITANDO! Vivendo uma vida iogue… (que possa matar de algum jeito também)
Mas…
Isso é impossivel, é um absurdo, é ridiculo! A ciência ja provou isso, a ciencia já provou aquilo…
Mas .. a ciência provou que o átomo era a menor particula que existia no universo por muito tempo! Tanto que pelo que eu sei a própria palavra átomo é algo não divisivel!
Mas… ai descobriram pórons neutrons e elétrons… então.. uma conclusão final de um cientista foi derrubada pela conclusão de outro…. quer dizer que… talvez… a ciência não seja tão segura… talvez será o dia que disser que… na verdade a ciência estuda as coisas sem colocar limites em nada!
Limite, é uma palavra.. que nos limita!
A vida… não tem limite!
Queremos resolver todos os “problemas” do mundo, começando pelos nossos?
Paremos de criá-los ^^!
Paremos primeiro de criar necessidades… tipo roupas… carros…casas… comida… sentimentos….desejos… apegos… dinheiro dinheiro dinheiro.. nossa.. dinheiro é uma martelada na cabeça! Tanto para quem tem e não tm e o que fazer com ele… quanto para quem não tem.. e acha que precisa!
Enfim… vamos criar consciência! REAL consciência! Sustentabilidade… reciclagem, fontes renováveis… talvez esteja ai uma solução… mas não para nossas necessidades! Por que elas não existem! E sim para criarmos consciência! De que tudo talvez esteja errado! TUDO! TODA A NOSSA FORMA DE PENSAR AGIR E CRER!
Ciência da Consciência….
enfim… resumindo… morte.. não é natural… pois.. natural vem de natureza… e natureza… é vida… senão… é morte… é fim! é ponto! cabou! segunda chance? Hum talvez não heim!
Isso é depressivo? Eu acho.. mas acho porque ainda não tenho conhecimento suficiente para me ilimitar…. talvez tenha mas ainda não consiga.. ou não queira… ou não sei se devo…talvez seja porque existem sempre muito mais dúvidas do que certeza… para mim a única certeza da vida.. não é a morte.. talvez ela seja hoje em dia… igual a história do celular…. mas a única certeza que eu tenho… é que limite.. não existe!
Escrito por: Murillo Scabio Magalhães….