Saindo de casa, um dia, tive a sorte de encontrar meu vizinho, que me deu uma carona. Além do portão da minha residência, há uma longa avenida, que dizem ser uma rodovia, pela qual eu seguiria meu caminho de ônibus, se não tivesse a sorte de uma carona.
Mas a sorte se transformou em azar quando tive que ouvir as coisas que meu vizinho falava. Enquadravam-se perfeitamente naquele típico pensamento de classe média. E digo com propriedade porque, sendo de classe média, sinto-me bastante capacitado a fazer autocríticas.
Do lado direito da grande avenida, havia um muro pichado. Olhamos nós dois para as pichações (como estava trânsito, deu para ler sem problemas). O que dizia naquelas frases, não me recordo. Meu vizinho categoricamente comentou: “deve ter sido algum corinthiano que fez isso!”
Como eu não queria alimentar preconceitos sem, no entanto, entrar na Psicologia do Confronto, simplesmente respondi: “mas, veja, a acentuação está correta”. Foi um comentário simpático, uma tentativa de arrumá-lo. Entretanto, a resposta foi: “então deve ter sido um corinthiano branco.”
Pergunto-me: arrumar para quê?
É rapaz, no mínimo ele era palmereinse. rs
Você conhece a música Sou classe Média ?
Abraços!
Conheço a música do “Sou classe média”.
Ela é interessante, mas talvez seja a coisa mais estereotipante que já ouvi, rs.
Abraços
Desculpe o certo é palmeirense. O melhor é arrumar, não é?
me apresente à ele. sou moreninha, escrevo certo e corinthiana!
Haha, Laís, ótimo comentário!
Beijos
“Laís” – será que você escreve mesmo certo?
(kkkkkkkkkkkkkkkkkkk
aPKSopsopKS)
Desculpas!
Como o mundo está… O preconceito predomina, sendo de classe, raça, sexualidade, time, até os gostos pessoais como cores ou sabores favoritos separam as pessoas. Isso é realmente triste, gostaria muito de criticá-lo, mas que direito teria eu, se não gosto de pessoas que criticam os outros, como irei criticá-las?
Beijinhos.
(iforever.tumblr.com)