Max Beckmann, um metafisico protagonista da realidade, expressava nos seus próprio termos, brutalmente, suavemente, delicadamente, pois cada objeto o exigia. Mas o objeto não impunha, Beckmann segurava o pincel.

Beckmann nasceu em Leipzig – Alemanha, em Fevereiro de 1884, de pais fazendeiros da área de Braunschweig. Depois do nascimento de Max eles desistiram da fazenda e se mudaram para Leipzig, onde seu pai, Carl, trabalhou com imóveis. O jovem Max preferiu desenhar do que estudar, e começou seus estudos formais em 1990 na Weimar Academia de Arte.
Em 1903 ele se casou com Minna Tube e os dois se mudaram pra Paris. Beckmann não foi muito influenciado por qualquer movimento da arte, ou trabalho de algum artista. Embora ele seja considerado um expressionista.

Max foi alistado na primeira guerra mundial, e escreveu como foi:
“Eu fui através dos campos para evitar ruas retas, junto com as linhas de fogo onde as pessoas estavam atirando numa colina de madeira pequena, que está agora coberta com cruzes de madeira e filas de túmulos ao invés de flores da primavera. Na minha esquerda os tiros tinham uma explosão aguda da infantaria, na minha direita dava para se ouvir tiros esporádicos de canhões travejando, e acima o céu estava claro e o sol radiante, brilhando acima de todo o espaço. Estava tão lindo lá fora que mesmo o não-sentido da morte enorme, a qual a música e escuto de novo e de novo, não conseguiam perturbar meu grande prazer!”

Beckmann passou os anos da primeira guerra mundial na Alemanha, proibido de exibir por causa do Hitler, mas seus quadros, embora rotulados como depravado pelo terceiro Reich, nunca foram confiscados ou destruídos. Ele foi alistado, mas rejeitado como inadequado (fora de forma). Depois da guerra ele foi para os EUA onde ele e sua mulher moraram em Missouri.
No final dos anos 40 ele se mudou para Manhattan, onde ele morreu com um ataque do coração no caminho para o museu Metropolitano, onde veria seu trabalho, em Dezembro de 1950.

Nada era tão importante para Max Beckmann quanto sua própria originalidade, como um ser humano, e como um artista. Ele era um homem profundamente espiritual, com suas próprias idéias.
“O maior mistério de todos é a realidade” Beckmann
Fonte: www.sohoart.com Imagens: google images