No ano que vem ocorre eleição presidencial, na qual o principal candidato até agora é o governador paulista José Serra (PSDB). Eis que está surgindo Dilma Rousseff (PT), a “tiazona” do PAC, braço direito do Lula e ministra da Casa Civil.
A mídia tem um gosto especial em apedrejar o nosso presidente petista, às vezes com razão. Há alguns meses, a imprensa botava terror sobre a possibilidade de Lula seguir um terceiro mandato, visto que é o presidente mais bem avaliado da história brasileira.
Embora negasse, dizendo que o continuísmo é prejudicial para a nação e para a democracia, a mídia insistia. Enquanto isso, Dilma foi se preparando para ser a candidata sucessora de Lula. Ganhou popularidade com o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), acompanha Lula em todo palanque e até mudou o visual.
Isso porque o PT está queimado por todos os inescrupulosos casos de corrupção. Quem se salvou foi Lula, Dilma e mais alguns poucos.

Dilma Rousseff: será este mesmo o nome?
É claro que com Dilma no governo teríamos quase um terceiro mandato de Lula, pois ela seria uma Dilma Inácio “Lula” da Silva, mas sua popularidade ainda é baixa para bater o paulista Serra.
Agora com câncer, Dilma passa por tratamento médico e diz não querer “transformar a doença num espetáculo midiático”, embora já esteja se tornando, até porque as críticas da oposição engrossam o tal espetáculo, mesmo com intenção contrária. Outros arriscam a dizer que se Dilma morrer, aí sim Lula vai entrar para um terceiro mandato.
Medo é o que não falta. O continuísmo, tal qual se viu ou se tentou em diversos presidentes brasileiros (Getúlio Vargas, Jânio Quadros, José Sarney, FHC), não pode. Mas o “mudar para continuar o mesmo” pode, tal qual os famosos exemplos dos Magalhães na Bahia, e dos Sarney no Maranhão. Vamos aguardar os próximos meses.
A estratégia do Lula em engatilhar a candidatura da Dilma para as eleições, reflete claramente sua intenção fazer dela uma extensão de sua política de governo. Assim como fez Fidel Castro quando se afastou do cargo alegando motivos de saúde, e colocou o seu irmão Raúl Castro no poder. Se Fidel tivesse ficado no poder até a morte, o que seria dos ideais do revolucionário? Será que a população cubana continuaria a viver em regime “semi-comunista”?. A resposta é não! O povo cubano perderia o ícone da revolução cubana no país e, não saberia mais a quem seguir. Por isso Fidel Castro optou por colocar seu irmão no poder, e continuar mandando por trás dos bastidores. É o que acontecerá com Lula. Ficará por trás dos bastidores da política brasileira, influenciando e fazendo da Dilma sua extensão no poder, até que possa retornar ao lar.
A doença de Dilma, agora, abala e preocupa todos seus seguidores. Analistas com um pouco mais de frieza começam a pensar em possíveis vices para ela. Afinal, se se candidatar e, por ventura, ficar doente e precisar se ausentar em pleno exercício do mandato (suponhamos que ela vença as eleições), quem será seu substituto?
Fica aí a indagação. Alguém arrisca um palpite?
Keila,
Não dá para comparar Lula a Fidel Castro, porque aqui no Brasil podemos escolher o nosso representante por meio do voto, já em Cuba não. O que Lula está fazendo ao engatilhar a candidatura de Dilma é fazer o que todos os partidos do mundo fazem: indicam e apoiam um sucessor. Isto nem de longe se assemelha à ditadura cubana, que funciona como uma dinastia horizontal, vamos assim dizer.
Pode ser mesmo que Lula mande nos bastidores, se Dilma ganhar. Mas o que difere isto de um conselheiro? Imagine um amigo de um presidente, que dá um palpite e o presidente acha que vale a pena investir. É normal você ter um presidente tendo um amparo de um partido, ou ao menos deveria ser normal, se os partidos tivessem ideologias ou diretrizes mais claras e menos “oportunistas”. Até porque o presidente não é um manda-chuva, e sim um representante do povo, por meio do seu partido.
Abraços