No post anterior eu escrevi sobre pragmatismo e utopia. Como de todos os sistemas já praticados o capitalismo é o menos utópico, e como não pressupõe que o ser humano é naturalmente ético ou moral. E depois escrevi sobre o perigo da da desregulamentação do mercado, falando principalmente sobre credit default swaps.
Fundação Governamental (II)
Quando escrevi sobre a importância de uma fundação governamental no capitalismo pela primeira vez, disse que era preciso leis para proteger propriedade privada. Só que o governo tem uma responsabilidade muito maior. É lógico que há um debate sobre o quanto o governo deveria influenciar o mercado, e embora eu respeito opiniões opostas a minha, acho que não é apenas uma questão de ponto de vista ou ideologia, mas de fatos empíricos. Devemos aprender com a história, e com o que funciona e não funciona.
“Futebol, religião e política não se discute”, quantas vezes você já ouviu isso? Faz sentido não discutir religião ou futebol. Mas política? A gente não acredita numa determinada política ou lei do mesmo jeito que torcemos para um time, ou temos fé em Deus. Política tem que ser discutida, e diferente de futebol, não há nada de ruim em mudar de time. Aliás, não há nada de errado em virar ateu, ou agnóstico. Mas a diferença é que na religião é esperado que exista uma fé cega, e no futebol um amor incondicional. Mas política é algo racional, só debatendo é que se chega num resultado bom.
Falei isso por que muitas vezes a ideologia das pessoas fica acima de tudo. E não se aprende com o passado, ou erro dos outros. Como Aristóteles disse, tudo deve ser feito em moderação, e é a mesma coisa com a intervenção do Estado.
O que aprendemos com Cuba?
Cuba provou muita coisa para muitas pessoas. Provou que é possível ser um Estado comunista e ter uma porcentagem baixa de HIV/AIDS (menos que 0.1%) e uma alta porcentagem de alfabetização (99.8%), provou que mesmo um Estado comunista tem ações em outros países ($11.24 bilhões) e de outros países ($4.138 bilhões), o que deixa a concepção de comunista meio abalada, provou que comunismo e informação livre não combinam, só como exemplo, cidadãos não podem comprar computadores ou acessar a Internet sem autorização especial, e se conseguem não podem acessar todos os sites.
Cuba mostrou que mesmo um governo que se diz comunista (livre de capital – trabalho alienado) não apenas exporta dinheiro (em forma de ação), ou comodities, mas trabalho. A Venezuela exporta ao redor de 100,000 barris por dia de produtos de petróleo, Cuba paga a Venezuela em parte exportando serviços, o que inclui uns 30,000 profissionais médicos. Se você não consegue pagar por produtos, por que não mandar seus cidadãos para o país, fazendo com que eles paguem?
Não vamos esquecer que o Gen. Raul Castro Ruz, presidente, ganhou a eleição com 100% dos votos. O que não é um fato muito impressionante quando só se tem uma opção na cédula. E que o povo Cubano gostava tanto do Fidel que ele ficou no poder durante quase 50 anos (50 anos!!! Toda vez que eu penso nisso eu solto um palavrão), deixando o lugar para seu irmão. Qual é a diferença entre comunismo e monarquia mesmo?
Lembram-se do slogan do Médice, “Brasil, ame-o, ou deixe-o!”? Bem, na Cuba, um país no qual o cidadão não pode nem criticar o governo, nem publicar uma revista, nem ler qualquer livro, nem entrar na Internet, nem participar de qualquer religião, nem escolher seu representante, esse slogan até que seria bom. O slogan de Cuba é mais “Cuba, ame-o, ou ame-o!” Pois nem deixar Cuba o Cubano pode. O que leva muita gente tentar ir para Miami ilegalmente, uns falsificam vistos, outros nadam. Mesmo sendo extremamente difícil de sair do país, Cuba está em 133 de 180 países com a taxa de imigração negativa, isso é, número 26 de países que migram mais. Quando boa parte da sua população quer sair do país…Isso não é um bom sinal.
Cuba mostrou que ou o país colabora, isso é, troca com os outros, ou fica dependente de alguns. Segundo algumas ONGs (como Human Rights Watch) e a CIA, a condição geral da população está pior do que 1990, mas piorou depois, quando a União Soviética se desfez e parou de doar. Entre 1993 e 1994 o PIB de Cuba aumentou por que se abriram para turismo e legalizaram o dólar. (Nada mais comunista do que usar o dólar como moeda). Porém, a distância entre classes aumentou, entre os que tinham acesso ao dólar, e os que não tinham. Empregos os quais pode se ganhar gorjetas em dólar viraram muito desejáveis, e não é incomum ver médicos, engenheiros, e cientistas, trabalhando em restaurantes, hotéis, ou dirigindo táxi.
Desde o começo de 2008, Raul Castro deu vários discursos com algumas mudanças que ele deseja fazer. Aumentar a quantidade de terra para propriedade privada (é, alguns já tem), fazer com que mais pessoas possam possuir casas, licenciar táxis privados para que eles possam operar, expandir o acesso a alguns bens que só uma parte da população poderia ter (como celular, microondas, computadores…), e autorizar televisão 24 horas por dia com conteúdo internacional. A maior parte dessas coisas já fazem parte da economia informal de Cuba.
De todos os males que Cuba tem, (e olha, tem muitos) os que repercutem mais em mim estão relacionados à liberdade. O governo cubano não da nenhuma informação sobre detidos, mais organizações não governamentais estimam que há ao redor de 5,000 pessoas presas por “perigo”, isso é, qualquer ação que critique o governo, desde protesto à desenhos. Além disso, existe uma diferença enorme entre educação pública (que eu sou a favor) e educação controlada pelo governo. Em Cuba toda informação passa na mão do governo, e é muitas vezes alterada. Não se faz um passaporte sem permissão do presidente, não se lê um livro que o presidente não autorize. E (o que é para mim o pior de todos) não se escolhe quem é seu presidente, não se vota. Se o governo cubano está tão seguro que todos amam seu Estado (não acreditam que estão) por que não fazer uma votação? Não adianta, eu amo democracia. Brasil pode ter vários defeitos. Mas eu posso escrever num blog brasileiro o que eu quiser do presidente, posso formar um partido, enfim…
Eu ia continuar isso “o que aprendemos com…” e escrever sobre a Coreia do Norte e China, mas acho que não é muito necessário. Se alguém quiser que eu faça isso eu escrevo, ou se não está convencido que um sistema totalitário comunista tem muitos pontos negativos, eu posso escrever sobre a Coreia do Norte.
Mas uma grande lição de Cuba, ou mesmo China, é que mesmo esses países são capitalistas de um jeito ou de outro. Eles tiram tudo que é bom no capitalismo, como liberdade de vender e comprar o que quiser, recompensa de trabalho, propriedade privada (que como escrevi no Por Que Capitalismo (I) é natural no ser humano), liberdade de ir e vir…E deixam tudo que é ruim, como desigualdade, corrupção, exportação injusta, e assim vai. Antes de ontem alguns membros do congresso Americano se encontraram com os Castros. Talvez algo mude…
O que aprendemos com a direita dos EUA?
Não foi sempre que a direita dos Estados Unidos era tão a favor de poucos impostos, ou tão contra assistência social. Certos republicanos, como Eisenhower, eram centristas. Mas pode se dizer que depois de Reagan muita coisa mudou. O partido republicano foi tomado pelo o que cientistas políticos chamam de “movimento conservador”, e foi a partir daí que muita coisa começou a dar errado para maioria do povo. Eu vou falar de algumas pessoas que influenciaram essa direita.
Milton Friedman foi um economista muito famoso que defendia uma idéia oposta ao socialismo, isso é, um sistema o qual o governo tem pouca influência, também conhecido como laissez faire. Ele era a favor de pouca regulação, baixos impostos, privatização de instituições, e contra a Reserva Federal (banco nacional/central dos EUA). As idéias dele formaram a administração de muitos políticos, um deles foi Reagan, trigésimo terceiro presidente dos EUA.
Ronald Reagan, eleito em 1981, foi um dos pioneiros da nova direita dos EUA. Antes dele republicanos não eram tão radicais, depois dele, o partido ficou parado na era do red scare, um pavor terrível do comunismo. Regan e os neo-cons (novos conservadores) não mudaram apenas como política e economia funcionava nos EUA. Eles mudaram todo diálogo, toda forma social, toda política externa, basicamente o movimento conservador reformou -para pior- os Estados Unidos.
Ronald Reagan começou a sua campanha em 1980 com um discurso sobre o direito dos estados, numa cidade perto de Filadélfia, Mississippi, uma cidade onde três trabalhadores dos direitos civis foram assassinados. (A campanha do direito civil foi a dos negros americanos que queriam direitos iguais, liderada em parte pelo Martin Luther King Jr., foi marcada com discursos lindos, mas também crimes horríveis). O caso é que a fundação do movimento conservador é marcada por eleitores brancos, homens, cristãos, heteros, e na maior parte, do sul. Eles provaram que conseguiam ganhar eleições usando retóricas que são aparentemente inofensivas, mas na verdade, racistas.
A diferença entre a época do Reagan, e agora (onde Barack Hussein Obama, negro, filho de imigrante, é o presidente) é que os EUA não é mais um país de eleitores homens, brancos, heteros, e cristãos. O governo prevê que em 2050, a minoria vai ser a maioria, onde 51% da população fará parte de algum grupo da minoria. 33% da população já faz parte de uma minoria, isso é, são latinos, negros, asiáticos, nativos (índios) etc. 15% da população não é religiosa (14% são negros, isso é, nos EUA há mais pessoas que não são religiosas, dos que negros), ainda tem a população gay, e as mulheres, que quase não são representadas no partido republicano. Logo, os votos mudaram muito desde 1980, e não tem como ganhar uma eleição com os mesmos discursos de antes.
Porém, os EUA tem tido uma política voltada ao Friedman desde Reagan. Alguns democratas tentaram mudar algo, mas ou eles eram muito fracos, e não esquerda o bastante, ou eles não conseguiam passar nada que queriam por que o congresso, liderado por republicanos, não deixava.
O resultado foi uma séries de medidas que fez com que 1) o governo não tivesse muita influência no mercado, 2) a população mais pobre não tivesse ajuda, 3) sindicatos fossem difíceis de criar e entrar, 4) a minoria não conseguisse votar, 5) os ricos ficassem muito mais ricos; e assim vai.
Economistas como Paul Krugman vivem dizendo que depois do Reagan (depois que os neocons ficaram no poder), a desigualdade aumentou muito. Mas um economista falar isso (por mais que ele tenha ganhado prêmio Nobel em economia) não é prova. Por isso vou colocar um gráfico:

Roxo: quintil mais rico, verde: segundo quintil mais rico, bege: quintil médio, azul: segundo quintil mais pobre, preto: quintil mais pobre.
2% da população americana faz mais que 250,000 por ano:

Outro gráfico interessante (eu amo gráficos, por mim colocaria um em cada parágrafo) é um que o economista Paul Krugman colocou na New York Times, no gráfico tem a desregulamentação do setor financeiro (bancos etc) e o salário relativo ao setor financeiro. O gráfico mostra que quanto menos o mercado é regulamentado, maior é o salário dos que trabalham no mercado financeiro (salário relativo implica bonus também):

Em verde é a regulamentação. Pode ver que depois de 1980 houve uma alta desregulamentação, e também, um grande aumento no salário dos que trabalham no setor financeiro.
Se o mercado não é regulamentado, muitos conseguem ganhar dinheiro com credit default swaps e outros recursos do tipo, como expliquei no Por Que Capitalismo (II).
Desde 1970 até agora os EUA cresceu muito, o dinheiro dentro é muito maior, e a produtividade aumentou muito, porém, os salários, ajustados para inflação, em 1973 eram 12% mais altos do que são agora. No geral os EUA era um país de classe média, com poucos ricaços e poucos pobres, depois das medidas continuas de desregulamentação, depois da contínua criação de leis fazendo com que ficasse mais difícil formar sindicatos, o dinheiro foi sendo mal distribuído, fazendo com que hajam bilionários, e famílias sem casa.
Esse gráfico mostra a renda mediana das famílias nos EUA ao longo do tempo:

Um grande discurso, se não o único, da direita Americana, é que o governo tem que cortar os impostos dos mais ricos. Eles chamam isso de trickle down economics, isso é, o dinheiro dos ricos vai caindo na hierarquia da sociedade, e vai chegar nos pobres (trickle down significa basicamente cair, ir pra baixo). Foi provado, com a situação de hoje sendo o resultado, que isso não acontece, e que a economia deve crescer de baixo para cima. Eisenhower (eleito em 1953) era republicano e deixou os impostos nos mais ricos em 92% e em 1953 91%, no Clinton isso era apenas 36%! O Bush (W) diminuiu impostos sobre capital gain (dinheiro feito com ações e outras propriedades, i.e., não através de trabalho) e diminuiu os impostos do topo 1% para 31%. Hoje em dia é muito mais fácil ser rico, ao invés de pagar 90%, paga-se 31% (o Obama vai aumentar para o mesmo que Clinton). Na verdade os impostos são muito mais complicados, tem vários tipos e várias maneiras de se aumentar e diminuir, isso foi uma simplificação. A idéia é que hoje em dia os ricos pagam muito menos impostos do que pagavam antes (depois do FDR) e que, logo, o dinheiro fica mais concentrado nas mãos deles.
O fato é que dinheiro que se investe nos mais pobres circula na economia, os que se investe nos ricos, fica guardado. Nos EUA existe food stamp, que é um auxílio-alimentação, o governo dá um papel no qual a pessoa pode comprar comida. Existem algumas pessoas que criticam esse tipo de política, dizem que essas pessoas são preguiçosas e que elas não querem pagar imposto para que essas pessoas consigam comprar comida mais barata. Porém, fazer isso não faz sentido apenas moralmente (pois a maior parte dos que beneficiam com isso não tiveram as mesmas oportunidades que os outros, e não são preguiçosos), mas também economicamente. Cada 1 dólar dado em food stamp gera 1,73 na economia. Cada 1 dólar gerado por corte de imposto nos ricos gera 0.30 na economia (!!!), isso é, perde-se dinheiro quando o governo essencialmente dá dinheiro (como forma de corte de imposto) nos ricos, e ganha-se dinheiro quando o governo dá auxilio-alimentar.

Não há dúvida, então, que um Estado que tem bastante assistência social está gerando mais dinheiro para economia, além de fazer com que a população não passe fome. O dinheiro do governo vem dos impostos, e os mais ricos deveriam pagar mais, para que haja um equilíbrio. A esquerda Americana quer, simplificando, isso. Que os EUA seja um Welfare State (governo com bons programas de assistência social como auxilio alimentar, auxilio desemprego, pensão…) que tenha saúde pública e boa para todos (universal health care) e tenha uma boa educação pública. A direita, que ficou no poder mesmo quando Clinton era presidente, não quer nada disso; o resultado foi péssimo, e uma lição deve ser aprendida com isso.
Fontes: Moody’s Economy.com, National Bureau of Economic Research, The Conscience of a Liberal – Paul Krugman, Open Left.com, National Broadcasting Company, Organization for Economic Cooperation and Development, CEPR.net.
Desculpa pela demora do post, eu me atrasei um pouco para achar todas as estatísticas que queria, traduzir, e depois resumir muito, eu ia escrever mais nesse post, mas acho que está bom nesse tamanho. Ainda falta escrever sobre SEC, FDR, liberdade…e outros tópicos, espero ser mais rápida.
[...] em 16 / Abril / 2009 às 3:42 am Por Que Capitalismo (III) « Letras Despidas [...]
Oi Bia, eu cheguei atrasada aqui, mas gostaria de falar algo sobre mais-valia e valor trabalho: ESQUEÇAM! Isso não funciona na prática, isso uma grande teoria furada, que nem do Marx era, leiam os autores clássicos Marshal, Gossen, Menger e León Walras
Agora sobre o post, wall-fare state funciona muito bem nos países nórdicos, todos capitalistas, mas por que?
Porque lá não se tolera corrupção, não se tolera uso indevido do dinheiro público. O que não acontece aqui no Brasil.
E também pela própria idade cultural da população, são séculos a nossa frente.
Acho legal que voçê examine também países mais liberais como Islândia e Nova Zelândia.
Sim, a Islândia quebrou mas não foi culpa do liberalismo. Vejam:
http://moscaazul.wordpress.com/2008/12/22/cartacapiau/
Ops, desculpa: Welfare State.
Post muito bom, Bia, aliás, como todos os da série. Olhando para alguns países europeus, dá pra ver que o capitalismo realmente tem o potencial de dar mais certo. Suprimir totalmente a desigualdade é impossível, nem nos regimes ditos comunistas isso aconteceu, mas em Estados com consciência de bem-estar social ela é reduzida, principalmente em relação ao Brasil.
É muito bom ler o que você escreve, Bia, mas é triste saber que logo quando eu descubro, de maneira realmente casual, o blog, você está saindo dele… pelo menos continue a postar ocasionalmente, será um privilégio para o seu público, no qual eu me incluo
Letícia, obrigada pelo comentário.
Sobre corrupção (em relação aos EUA), existe muita corrupção lá sim. Logicamente não é tolerada, do mesmo jeito que no Brasil não é tolerado. A diferença, talvez, é que no Brasil as pessoas votam para o corrupto, ou nem prestam atenção no que acontece.
Se voto fosse facultativo no Brasil acho que as coisas iriam mudar (para melhor).
Em termos de corrupção, de novo, há vários casos de corruptos. O governador de Illinois é um caso recente, Blagojevich tentou vender uma posição do senado por dinheiro.
Outro caso recente, Ted Stevens, o senador do Alaska, foi condenado com sete crimes de corrupção. Junto com o caso dele tem o dos promotores públicos que estavam no caso, agora estão sendo acusados de corrupção pois não deram todos os dados que deveria ser dado para o juiz.
Mas se nem formos falar dos casos conhecidos e trazidos à justiça. (Como Nixon, William Marcy Tweed, Schuyler Colfax, Charles R. Forbes…) há vários outros casos na rua “K”, isso é, lobistas.
O ex vice presidente dos EUA, Dick Cheney, era o “head” (chefe) da companhia Halliburton, ele deixou o emprego dele (numa empresa privada) para se tornar o vice presidente. Em 2000 Halliburton tinha $763 milhões de dólares em contratos federais. Em 2005, foi para $5 bilhões de dólares, quase 8 vezes mais.
Se um político tem ação ou alguma ligação com companhias privadas, e eles tomam medidas que aumentam o lucro da companhia (há muitos outros casos, ExxonMobil, Black Water…) eles são corruptos sim. Há muitos políticos nos EUA que ganham muito mais no setor privado do que no público.
Dizer que wellfare state só funcionou nos EUA (com o Roosevelt) por que não era um país corrupto não faz sentido, já que há muita corrupção. E a idéia é fazer mais leis, regular o mercado para que não haja abuso de poder.
Todos que são a favor do wellfare state são a favor de supervisão do governo. São a favores de medidas que dificultam a corrupção.
Hugo Magalhães, obrigada pelo comentário
Eu saí do blog, mas meio que voltei nessa forma. Eu não sei se vou continuar escrevendo como escrevia antes. Eu gosto de fazer posts com séries. É mais divertido pra mim pois eu posso me aprofundar mais e escrever mais. Então talvez continue participando do blog dessa maneira.
Obrigada pelo elogio!
“Se voto fosse facultativo no Brasil acho que as coisas iriam mudar (para melhor).”
Concordo plenamente.
“Há muitos políticos nos EUA que ganham muito mais no setor privado do que no público. ”
De novo.
Muito bom o seu texto. Esse tipo de desvio que prejudica o sistema capitalista.
Infelizmente o sistema esta atrelado as ações das pessoas, no caso, dos políticos que detem o controle sobre as regulamentações.
Me permite postar um link para o seu texto na comunidade ‘Capitalismo’ do orkut?
Claro