Existe um tipo de preconceito que eu acho quase impossível alguém dizer que não tem (embora eu conheça gente que realmente não tenha). Ele é o preconceito musical. Dos rockeiros contra pagodeiros e vice-versa. No meio de todos esses grupinhos, ou como costumava chama-los antigamente, “tribos urbanas”, estão os “ecléticos” (os que gostam de tudo que toca no rádio, não que gostam de coisas variadas), que tem na sua maioria preconceito contra ópera, folk, e outros tipo de músicas menos populares.
Acho que a maioria das pessoas já ouviram alguém falar mal do tipo de música que elas gostam, ou de uma banda, ou já falou mal. “Arrggg, funk!?!!” essa sou eu. “Vai dormir com essa música?!” esses são os outros comigo.
Ninguém é obrigado a gostar de todos os tipos de música, e querendo ou não, nós não gostamos de algumas coisas. Mas eu percebo que há algo mais, que por trás do “não-gostar” existe preconceito de verdade, insultos que não são necessários, e rótulos infantis.
Esses dias minha amiga estava ouvindo umas músicas de forró e disse “ai gente, eu sei que é brega, mas eu gosto”, eu perguntei “e o que é brega?”, ela me respondeu “coisa muito melódica”, e eu disse “se fosse com guitarra as pessoas não diriam isso”. E eu acho que é verdade. Essa da música ser boa ou ruim por causa da letra é extremamente subjetiva. Existem músicas com letras totalmente ridículas na bossa nova, como no rock, no funk, e no forró. Funk é um assunto diferente, pois as letras são mais degradantes que a maioria, mas uma música tão degradante o quanto com guitarra não ficaria tão ruim para muitos fãs de rock.
Eu concordo que há certos tipos de músicas que são tecnicamente melhores, que são muito mais complexas e muito mais bem feitas. Não há como comparar a partitura de uma música do Bach com a partitura do 50 cent. Mas a música tem o papel de entreter. Se você gosta de ouvi-la, já não é bom o bastante?! Se ela é erudita, ou brega, não vai mudar o que você sente quando a ouve.
Na minha opinião o que muda é se ela é arte ou não.
Aqui vai um pouco do que eu gosto de ouvir:
Gostei do post =]
Eu percebo esses preconceitos dentro de mim, e já consegui destruir muitos deles…
Na minha época de metaleira eu tinha até vergonha de algumas músicas de que gostava, só escutava em casa e no fone ainda.. Desprezava o sertanejo, o funk, o pagode e o axé. Mas muito além de ser música, esses ritmos são a expressão cultural do meu país! Entendi que não precisava gostar deles, mas sim respeitá-los porque representam a liberdade de criação do ser humano, a maravilhosa mistura étnica encontrada aqui, e porque são reflexos da nossa realidade.
PS.: Ahh toda a trilha sonora de Amélie Poulain é simplesmente perfeita! =D
Concordo plenamente!
Música boa é música que te faz sentir bem. Sem rótulos.
Adorei os vídeos também.
Abraços!
Esatmos fazendo um trabalho sobre coexistencia musical e esse post ajudou muito!!!!!!!!! Esta muito bom….
Valeu Bia!!!
SEM PRECONCEITOS
beijos ;*