Inverteu tudo, segundo a Mídia. Agora, o etanol está com a imagem queimada? Se o etanol, o principal biocombustível que poderia substituir o petróleo, está sendo mal visto, o erro já começou muito antes. O etanol nunca foi herói. É um erro dizer que ele passou de herói do aquecimento global para vilão da crise de alimentos.
Os biocombustíveis parecem ser uma das principais fontes alternativas de energia. Como a própria definição diz, os biocombustíveis são uma alternativa, mas não a única opção. No Brasil, eles parecem ainda mais interessantes, porque o nosso país tem um vasto território, embora saibamos o preço que as nossas vegetações originais estão pagando para a economia nacional ver o celeiro crescer.
Esta discussão toda em cima do etanol foi produto de um lero-lero produzido por aquela expectativa até inconveniente que vai se engrossando nos meios de comunicação. Vendeu-se a imagem de herói do aquecimento global. O etanol é uma opção razoável para reduzir as emissões, mas não para limpar os atuais níveis de carbono atmosférico.
O Lula investiu no programa de biocombustíveis porque o petróleo será inviável do ponto de vista econômico, já que os preços tendem a crescer. A instabilidade das regiões provedoras de petróleo é um motivo político. Para ambientalistas e os mais antenados no geral, o petróleo é negativo principalmente para o meio ambiente.
O etanol atraiu mais porque economicamente é bom, mas ambientalmente não. Sua queima é neutralizada pelo seu plantio, tudo bem, mas até quando vão derrubar árvores para os grandes campos monoculturados? O problema é que a agricultura do Brasil tem muito a cara de plantation. Estudos indicam que é menos danoso plantar deixando algumas grandes regiões intactas, preservando o ecossistema naquele local. O etanol também esbarra na questão política por causa da crise de alimentos, da qual tem sido chamado de vilão.
A Mídia embananou ainda mais a história porque alguns dizem: “Há bastante espaço para plantar sem prejudicar o meio ambiente e o fornecimento de alimentos”, enquanto outros dizem: “Teremos que escolher entre pôr comida no prato do mundo ou encher o tanque de alguns.”
Falta um estudo sério que mostre, de fato, quanto o Brasil tem para plantar, o que é considerado terra arável, se o meio ambiente será prejudicado à toa, se é possível plantar a matéria-prima do etanol.
Agora a história continua enrolada, porque a imprensa está rebolando nas notícias uma vez que o etanol vem recebendo críticas do exterior. Há uma moleza em torno do governo também, que deveria incentivar estudos sérios e definitivos acerca do assunto. Se não há informação, há pré-julgamentos infelizes. E o pior é que nem dá para prever como as coisas ficarão se continuar com a mesma tendência, porque não há informação nem para saber como estão as coisas hoje.
Eis aí mais um de nossos “heróis” fabricados pela grande mídia.
Mas ninguém fala das pesquisas que desenvolvem combustíveis realmente limpos, como o biocombustível produzido por meio de algas unicelulares, ou do hidrogênio, que na teoria liberaria vapor d’água na combustão.
E assim vamos vivendo na manipulação dessas notícias cheias de “vestimentas”.
Ainda bem que vocês estão aqui para despi-las. (que trocadilhzinho einh-rsrsrs)
Oi Mateus,
É verdade, há outros combustíveis limpos e muito interessantes que estão sendo fabricados por meios ainda mais alternativos.
Mas, veja bem, tanto a Grande Mídia quanto a Mídia Alternativa estão contribuindo para essa confusão. Uma diz que sim, e traz evidência científicas. Outra diz que não, e também traz evidências científicas. Não é uma questão de confiar… é uma questão de questionar e ir a traz da realidade mesmo, porque a ciência só pode dizer um sim, e não dois.
Abraços
Penso que por mais discussão que isso deva promover, sabemos que no final das contas as medidas realmente cabíveis serão tomadas quando tudo estiver nas piores condições. Pelo andar da carruagem somente os afortunados terão benefícios no futuro. Como sempre! Quanto aos pobres, como nós, iremos pagar a conta.
forte abraço.